Como tornar a Internet mais segura para os adolescentes? Situações perigosas. (Parte 3 de 5)

Enquanto os adultos são normalmente mais cautelosos e vigilantes em relação aos tipos de sítios Web que visitam, porque têm uma noção mais clara dos riscos que colocam para os respetivos computadores, os dados estatísticos apontam para a evidência que os jovens e adolescentes não se preocupam minimamente com estas questões. A sua atenção está naturalmente muito mais voltada para a componente de socialização que as tecnologias lhes permitem. Incluem-se aqui os riscos colocados por mensagens de spam, que frequentemente veiculam software malicioso que contamina o computador de quem os abre e visualiza, isto é, programas ou scripts normalmente designados coletivamente por malware, e que podem ser dos mais diversos tipos: vírus de computador, worms, cavalos de troia, spyware, adware ou rootkits. Tais ameaças podem causar a necessidade de proceder a reparações onerosas no computador, causar a perda de informação importante ou mesmo enviar informação pessoal e sensível armazenada no computador para locais anónimos na Internet. A melhor forma de evitar estas ameaças é bloquear o acesso a sítios Web perfeitamente identificados que veiculam tais programas, nunca navegar, ou abrir mensagens de correio eletrónico, sem ter instalada uma ferramenta antivírus, e ignorar liminarmente qualquer mensagem de email que tenha sido classificada como spam.

É igualmente sabido que as mensagens fraudulentas (vulgarmente designadas por scams) têm como alvo preferencial as pessoas mais jovens porque são mais influenciáveis. A fraude típica consiste de um sítio Web que não faz crer que pertence a uma organização credível quando na realidade não está minimamente relacionada com a organização pela qual se faz passar. A este propósito existem já muitos estudos que demonstram que as partes do cérebro humano que são responsáveis pela tomada de decisões acertadas ainda não se encontram totalmente desenvolvidas em pessoas com idades inferiores a 25 anos. Isto apenas significa que os jovens e adolescentes são biologicamente mais ingénuos, encontrando-se, portanto, mais expostos e inclinados a acreditar em fraudes disponibilizadas online, tornando-se rapidamente vítimas de tais esquemas fraudulentos. Estas situações acarretam o perigo evidente que está associado ao envio para sítios Web fraudulentos de informações pessoais que expõe características pessoais ou rotinas diárias, podendo igualmente conduzir à perda efetiva de dinheiro que se paga por supostos bens, serviços ou para receber prometidos prémios inexistentes.

Para saber mais sobre os riscos colocados pela Internet aconselha-se a consulta do sítio Web: http://www.miudossegurosna.net/

Por Nuno Magalhães Ribeiro, Professor Universitário e Especialista em Engenharia Informática.

Texto originalmente publicado no Semanário Grande Porto de 02.03.2012, coluna Vida & Sociedade.

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Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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