Como adaptar os cursos da área dos Sistemas de Informação às novas necessidades do mercado de trabalho? O caso da UFP

Na UFP estamos continuamente em contacto com as empresas com quem temos parcerias ao nível da colocação de estágios curriculares e das saídas profissionais para os nossos alunos no sentido de obter informação atualizada sobre as reais necessidades do mercado de trabalho ao nível da formação em sistemas de informação. Por outro lado, efetuamos inquéritos regulares aos nossos alunos para medir a perceção que possuem da utilidade das unidades curriculares que frequentam para o seu futuro profissional. Finalmente, reunimos regularmente com universidades europeias com quem temos protocolos de parceria e com quem trabalhamos ao nível da atualização dos nossos planos curriculares.

Este trabalho contínuo junto das empresas, dos alunos e dos nossos parceiros de Ensino Superior teve como resultado uma reformulação dos nossos planos curriculares da Licenciatura e do Mestrado, tendo sido introduzidas alterações e melhorias substanciais que resultaram na substituição de unidades curriculares que ficaram obsoletas por outras mais atualizadas que conferem competências essenciais ao futuro Engenheiro Informático.

Implementamos igualmente alterações ao nível dos programas e conteúdos das nossas unidades curriculares de forma a contemplarmos as novas necessidades do mercado de trabalho. As alterações que realizamos prendem-se essencialmente com um reforço das competências de programação, diversificando o leque de linguagens de programação e colocando uma ênfase particular na programação de aplicações Web incluindo o HTML 5 e na programação de aplicações para dispositivos móveis, como por exemplo telemóveis de última geração, smartphones e tablets em sistemas operativos e plataformas mais importantes tais como o iOS (iPhone iPad), o Android e o Windows Phone.

Outra das áreas que mereceu a nossa atenção particular incluiu o reforço da formação nas áreas planeamento, desenvolvimento, integração, gestão e administração de sistemas de informação empresariais. Mantivemos a nossa aposta clara nas áreas dos sensores, robots e computação ubíqua no nosso ramo de especialização em computação móvel e, finalmente, insistimos na diversificação das unidades curriculares relacionadas com a codificação e representação de conteúdos multimédia, tais como áudio, vídeo, computação gráfica e animação, e aprofundamos as competências de desenvolvimento de aplicações multimédia inovadoras nas áreas da visão por computador, realidade aumentada e web semântica, todas áreas tecnológicas com elevada potencialidade de desenvolvimento que podem ser encaradas como o suporte da Web 3.0.

Por Nuno Magalhães Ribeiro, Professor Universitário e Coordenador da Área Científica de Informática (ACI) da Faculdade de Ciência e Tecnologia da UFP

Este texto faz parte de uma entrevista concedida à revista Semana Informática nº 1071 de 01 a 07 de Junho de 2012, publicada no âmbito do artigo “O que mudou no ensino das TIC com a Troika“,  cujo texto integral pode ser consultado aqui e descarregado aqui.

Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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