Review: Ameaça Virtual

Ameaça Virtual
Ameaça Virtual by Nick Sagan
My rating: 4 of 5 stars

Este livro de Nick Sagan, o 1º da trilogia “Idlewild-Edenborn-Everfree”, apresenta-nos uma história pós-apocalíptica, interessante e imaginativa, que mistura conceitos dos géneros da Ficcção Científica com o Policial, resultando numa obra que se enquadra melhor no género do Technothriller. A forma como a narrativa foio desenvolvida causa alguma desorientação inicial no leitor, de resto uma extensão da desorientação inicial de Hal, a personagem principal.

Existem dois cenários onde a acção se desenrola, distinguidos pela utilização do Itálico, mas apenas a meio do livro se consegue compreender a que partes da história se referem. Trata-se de um livro que requer alguma persistência do leitor para combater a desorientação inicial. No entanto, os factos aparentemente confusos começam a encaixar-se a partir do capítulo 4, e pela página 80, a narrativa começa finalmente a fazer sentido, e o interesse aumenta exponencialmente.

O livro está bem escrito, mas a linguagem e a estrutura apela, em particular, a quem possui conhecimentos sobre informática e linguagens de programação, uma vez que a narrativa se desenrola num ambiente de realidade virtual imersiva (como se fosse um SecondLife super desenvolvido) habitado por entidades inteligentes artificiais juntamente com os avatares dos seres humanos.

O interesse desta história centra-se sobretudo no desafio que se coloca ao leitor de distinguir o que é real do que é artificial, levando-o em simultâneo a reflectir sobre a natureza da realidade e, em última análise, a reflectir sobre o processo de auto-descoberta. Para além disso, o livro oferece várias passagens em que se reflecte sobre os sentidos, os sentimentos e emoções, a possibilidade de serem simulados, ou fabricados artificialmente, e evidenciados por máquinas (ou programas de computador) que evoluem em inteligência e comportamento ao longo do tempo na direcção da antropomorfização (reflecte-se ainda sobre o interesse de tornar as máquinas mais antropomórficas).

Em essência, como o próprio autor refere no prefácio, trata-se de um livro sobre “descobrir-nos a nós próprios”, e eu acrescentaria, “recorrendo à tecnologia de geração de emoções e comportamentos artificiais”. Acho que, sem se tratar de uma grande revelação, é todavia uma história interessante, bem escrita e bem construída e que me conferiu alguns momentos de reflexões interessantes.

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Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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