Review: Insurgente

Insurgente
Insurgente by Veronica Roth
My rating: 5 of 5 stars

Insurgente, nas palavras de Fernando, um Erudito, “descreve uma pessoa que age em oposição à autoridade estabelecida sem ser necessariamente vista como beligerante”.
Este livro é precisamente uma história sobre revolta, escolhas, culpa, amargura e aceitação. A esse propóstio, Tris recorda que “Deixa que seja a culpa a ensinar-te como deves portar-te da próxima vez.”

Este 2º volume retoma imediatamente a ação no ponto exato em que terminou no livro anterior, tendo a utora optado deliberadamente por não apresentar qualquer recapitulação, pelo que pode ser útil, antes de iniciar a leitura deste livro, ler a súmula do 1º volume escrita pela autora e disponível online em:
http://veronicarothbooks.blogspot.pt/2012/04/but-i-read-divergent-year-ago-your.html.

Em minha opinião, esta segunda parte da trilogia de Veronica Roth é um livro muito diferente do 1º livro, “Divergente”. Se o primeiro se centra na auto-descoberta de Tris durante a escolha que faz de uma facção, este segundo centra-se na revolta causada pela aceitação de si própria na sua busca por ser livre. E, por isso, ao mesmo tempo que se insurge contra o poder instalado das facções, Tris vive um idêntico conflito interior entre aquilo que deseja ser e aquilo que se apercebe que é na realidade. De facto, em certo momento, Tris desabafa que “…o motivo que me levou a escolher os Intrépidos: não é por serem perfeitos, mas por estarem vivos. E por serem livres”, após o que sente que “O desgosto não é tão pesado como a culpa, mas corrói-te muito mais”.

Um dos aspetos mais interessantes deste livro é, pois, a oportunidade que nos dá de apreciar o crescimento de Tris, partindo da adolescente de “Divergente” até chegar à adulta do final de “Insurgente”, permitindo-nos pois refletir sobre os conflitos e inseguranças que vivemos sempre que ocorre alguma mudança na nossa própria vida. No final, Tris descobre os sentimentos que deseja valorizar quando, emocionada, afirma para si própria: “Não consigo imaginar-me a viver[…] sempre a registar quem me deu o quê e o que devo dar em troca, incapaz de sentimentos como o amor, a lealdade ou o perdão”. Finalmente, Tris acaba também por descobrir que é um ser humano e não um esterótipo quando promete a si própria que “Esta noite serei sincera, altruista e corajosa. Em suma, Divergente.”

Pelo meio, a narrativa inclui bastante ação, progredindo a bom ritmo, desvendando igualmente outros aapetos mais maduros do relacionamento entre Tris e Quatro. Em suma, trata-se de uma história interessante, bem escrita, recorrendo a uma fórmula de construção da narrativa em que a história é sempre contada na primeira pessoa pela protagonista principal, e com uma tradução que não compromete nem prejudica a leitura, garantindo assim uma boa experiência.

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Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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