Review: Convergente

Convergente
Convergente by Veronica Roth
My rating: 4 of 5 stars

Trata-se de uma conclusão interessante para a trilogia Divergente/Insurgente/Convergente de Veronica Roth. Lê-se com interesse, mas as modificações que a autora operou na personalidade dos protagonistas desvirtua, de algum modo, as expectativas levantadas nos 2 primeiros livros. A minha opinião é que a autoria escreveu uma conclusão competente para a sua obra.

Convergente conclui com mestria a trilogia de Veronica Roth. À semelhança que sucedeu em “Insurgente”, neste 3º volume da trilogia, Veronica Roth volta a surpreender fortemente o leitor com a evolução psicológica que opera nas personagens principais, ao mesmo tempo que adensa a narrativa e vai fornecendo explicações para todas as questões introduzidas nos 2 primeiros volumes. Para este livro, Roth escolheu desenvolver a narrativa de duas perspetivas distintas, do ponto de vista de Tris, alternada com o ponto de vista de Quatro, ao mesmo tempo que nos proporciona com uma visão mais madura do respetivo relacionamento romântico.

De facto, se em “Insurgente” a história se centra na revolta sentida por Tris que foi causada pela descoberta de si própria na sua busca por ser livre, em “Convergente” a narrativa centra-se na descoberta que Tris finalmente faz de si mesma, reconhecendo finalmente que é capaz de tomar decisões e avaliar as respetiva consequências. Por isso, este livro retrata uma Tris e um Quatro que são já jovens adultos com uma consciência mais clara dos papéis do tipo de pessoas que são e das decisões que devem tomar e que vão definir os rumos das suas vidas. Divergente foi adolescente, Insurgente foi jovial e Convergente é ponderado.

Convergente é um livro que ao mesmo tempo entusiasma e comove o leitor porque a seguir à explosão de liberdade inicial que advém do alargamnto do conhecimento que têm sobre o seu mundo, sobrevém um subsequente reconhecimento e aceitação da sua pequenez face à imensidão que descobrem existir e dos papéis que ambos têm que desempenhar para continuarem a viver. Voltando a ser um livro que difere muito do anterior, Convergente mantém os mesmos ingredientes que prendem irremediavelmente a atenção do leitor e não o deixam largar o livro até que a última página tenha sido lida, provocando em quem lê emoções fortes, seja de revolta, incredulidade ou resignação: Convergente não deixa ninguém Indiferente.

Para finalizar, deixo uma nota de apreciação ao excelente trabalho da tradutora e da Porto Editora pelo cuidado com que a obra foi publicada, não contendo quaisquer erros ou gralhas que muitas vezes distraem e irritam o leitor. Por tudo isto não posso deixar de aconselhar a leitura deste livro, mas aconselho cuidado, porque depois de virar a primeira página não vai conseguir parar de ler!

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Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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