Review: O Ano do Dilúvio

O Ano do Dilúvio
O Ano do Dilúvio by Margaret Atwood
My rating: 2 of 5 stars

Que desilusão! Este livro é um autêntico manual sobre como contar uma história disparatada da forma mais enfadonha possível, dificultando ao máximo a compreensão do fio condutor da narrativa e recheando o texto com metáforas e imagens despropositadas que distraem, a cada passo, a atenção do leitor. A história não envolve, não cativa e não promove aquela sensação de querer voltar a página para saber i que vem a seguir. Isto não é, definitivamente, uma distopia, apesar de pretender sê-lo, e também não é ficção científica, é uma amálgama de ideias, cenários e personagens, entre as quais Toby, Ren, Pilar, Amanda, todos amontoados numa prosa que não faze sentido nem conduz a lado nenhum. Lamento, mas é verdade.

Apesar de tudo, li este livro até ao fim porque já aprendi que as melhores histórias são como o vinho do Porto, precisam de tempo para amadurecer e envelhecer antes de se tornarem deliciosas. O que concluí? Que sim, que é verdade o que se diz deste livro: “Nada voltará a ser o mesmo depois de ler este livro.” Em primeiro lugar, fiquei sem vontade nenhum de ler seja o que for que seja escrito por esta autora. Em segundo lugar, descobri finalmente o melhor exemplo de como não se deve escrever uma história. Finalmente, aprendi a valorizar mais os autores que conseguem construir um universo complexo e descrevê-lo com mestria, ao contrário da enorme confusão mental que este livro de Margaret Atwood suscita. Ora se fala disto e daquilo, de animais e de Deus, e dos cogumelos e das abelhas e das larvas que comem pus. Mas isto é o quê, afinal? A sério: nada voltará a ser o mesmo?

Afinal sempre consegui retirar três ensinamentos deste livro, só não consegui mesmo foi compreender, nem tão pouco perceber, de que é que este livro trata – sabem, aquilo que normalmente um leitor gosta de retirar de um livro, a moral da história. Pode não ser importante, pode bastar o prazer de ler frases bem construídas, uma obra literária de grande gabarito, mas eu gosto que o autor conduza as minhas ideias, prefiro que oriente os meus pensamentos, a minha imaginação para algum lado, numa determinada direção que me permita concordar ou discordar, e isso, confesso, não acontece em absoluto nesta obra.

Resumindo, não aconselho este livro e, na minha opinião, considero que a sua leitura causa tédio, aborrecimento, e é uma autêntica perda de tempo e desperdício de atenção e energia intelectual.

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Sobre Nuno Magalhães Ribeiro

Professor Universitário e Autor especialista em Engenharia Informática.
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